sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Café
bela rosa cristalina
forma de boca matutina
cheiro das laranjas caetés
apaga a lamparina
o sol beija teu corpo menina
corpo de mulher
e cega-me a retina
conta-me uma mentira
pega minha mão
chama-me pra deitar
leva-me pro sertão
diz prum azulão
me guiar
quando eu acordar
mande-me uma carta da China
conta-me a minha sina
ensina-me a viver
quando eu acordar
encontra-me amanhã
na beira-mar de manhã
faz o meu café
leva o meu olhar.
Alan Mendonça
Refeição com gostinho de vitória

Esse é o slogan da campanha contra a venda da Companhia Vale do Rio Doce, para que o plebiscito popular [de 1 à 7 de Setembro] se torne publicamente conhecido pela nação, que sofreu as consequências da privatização no governo FHC, em 1997. Na época, vendida à preço de banana - um desconto de aproximandamente R$88 bilhões - foi avaliada por uma empresa norte-americana que superfaturou a compra e subestimou o valor de um incalculável patrimônio brasileiro.
Foi aberta uma ação judicial pelo Tribunal Regional Federal, Brasília, que anula o leilão de 97, baseada na avaliação fraudulenta da empresa . O motivo dessa decisão é reparar o enorme prejuízo causado pela venda da Vale e os danos da exploração extrativista e trabalhista da empresa. Com diversas denúncias de trabalhadores mal-remunerados, de ONGs ambientais e mobilizadores socias duramente repreendidos ao se manifestarem contra a companhia, contou ainda com a confissão do diretor financeiro da Vale, alegando que na época do leilão, o patrimônio inteiro valia em torno de R$ 92 bilhões, no entanto um banco de investimentos norte-americano avaliou a companhia em mais R$ 3 bi, sendo vendido a esse mísero preço, em parte, para uma empresa estadosunidense pertencente ao banco avalista. Ou seja, picaretagem financeira para caixa-dois das empresas privadas e do governo. Além de uma grande porcentagem das ações da Vale estar nas mãos de dois grupos ( Valepar e Litel) formados a partir dos fundos de pensão da Previ, entidade privada pertecente ao Banco do Brasil.
Uma vitória do povo, resultado de assembléias populares, reuniões em comitês políticos e sindicais, manifestações e finalmente, o alcance à justiça burocrática brasileira, que viu a ilegalidade das negociações, exepcionalmente da Vale, em torno da privatização em massa no governo de Fernando Henrique Cardoso, cuja sujeira está debaixo dos tapetes até hoje, com CPIs abafadas pelos partidos conservadores. A anulação do leilão, uma possível [re]estatização da Vale do Rio Doce através do plebiscito popular e a luta contra a contra- campanha publicitária da companhia, que ilude o telespectador pelo seu projeto sócio-ambiental megalomaníaco beneficiadora de uma mínima parcela de seus funcionários, deixando a grande maioria sem remuneração justa e degradando recursos naturais de reservas pelo extrativismo desmedido. Além do capital financeiro de lucros e investimentos serem todos privados, e estrangeiros.
Com uma campanha em prol do plebiscito ser tão restrita e mal circulada na grande mídia, não se têm informações sufucientes para todo o povo saber do que se trata e votar soberanamente, mas até onde chega a comunicação, a sã consciência dos brasileiros que participarão do plebiscito ressucitará com questões a respeito das causas e conseqüências da privatização da CVDR. As perguntas e maiores informações sobre o plebiscito estão no site oficial : http://avaleenossa.org.br/pergunta_ple.asp
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Cansados?
*vale a pena ver o comentário do Jô Soares na galeria de vídeos!
CANSEI. Grito de "guerra" e nome do movimento que levou uma parte da elite paulistana e agregados à zona sul de São Paulo num ato de protesto contra o Governo, no último dia 17. Motivo: cansaço! É, o núcleo industrial, econômico, aristocrático e célebre do Brasil está abalado pela situação em que o país se encontra: caos aéreo, crise política, ex-proletário na presidência, programas sociais assistencialistas, e todo blá-blá-blá grande-midiático. Será que é [só] por isso mesmo?! Em parte sim!
Membros da OAB, incluindo seu presidente Luís Flávio d'Urso; organizador de festas da elite paulista, João Dória Jr.; o governador mineiro Aécio Neves, pessedebista; presidente da Philips do Brasil, Paulo Zottolo; Abert; Fiesp; ... estrelato da mídia em geral (o Xuxa, Hebe Camargo, Zezé di Camargo, Ivete Sangalo); e claro, moradores dos Jardins e afins. Todos unidos por uma causa, e nenhuma. Há uma lista discriminada de todos os apoiadores e digamos, patrocinadores, no blog do movimento. Nesse seleto grupo, uma agência publicitária participa, voluntariamente, da campanha veiculada gratuitamente nos meios de comunicação.
De declarado cunho apartidário, ouvia-se no ato, um coro forte clamando "Fora Lula" e um tímido cantarolar de "Pra não dizer que não falei de flores" a belíssima canção de um país perdido de Geraldo Vandré. Junto com ONGs e OGs (organizações governamentais), os ricos cidadãos cobravam res-pei-to e manifestavam contra a desordem da gestão aérea, no que diz respeito ao desconforto de vôos atrasados, à indignação de um governo popular que ainda tenta romper as barreiras políticas e econômicas que essa elite mantém firme a favor da desigualdade social e a vontade de aparecer na mídia como cidadãos comuns, que suam para lutar por justiça social e para pagar seus impostos. Além de protestarem contra a sempre presente corrupção de governo, nunca antes tão aprovadas e transmitidas as mais variadas CPIs, que fazem de políticos figurinhas-chave de noticiários, revistas e até revista Caras. Ai de quem fosse investigar e publicar as caixas-pretas de governos anteriores...
O que cansa é ver a hipocrisia de falsos políticos, da elite segregadora apolítica, a ignorância que fortalece a desigualdade socio-econômica, os movimentos de interesse partidário e tudo o que tem surgido para piorar a situação lamentável do país, que mal incentiva uma efetiva mudança social.
***
vide trecho de texto de Cristovam Buarque publicado no jornal O Globo de 18/8/07, transcrito no Observatório da Imprensa:
(...) Cansei, acima de tudo, da aparente impossibilidade de colocarmos juntos os cansados, que têm medo de perder seus privilégios, e os pobres, acomodados na sua falta de direitos.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Segunda-feira, vamos ao Mercado!
“Tou aqui há quarenta e três anu”, assim falou conservadamente uma das mais antigas locatárias do mercado da Aerolândia. “Eu e o Canelinha somu os mai velhu. Os outros já abandonarum ou então morreru. Sou eu e o velho Canelinha”, mais uma vez ratificou dona Nice, que advertidamente, pediu-me para não bater nenhuma foto dela.
“Já disse, não quero foto”, retrucou dona Nice ao mesmo tempo que desviava a atenção dela fazendo uma outra pergunta.
“Essa venda de carnes é da senhora?” O cheiro de carne podre era forte.
“Não não, é do Canelinha! Ele vende carne boa! Aqui a gente paga pra trabalhar. Depois que colocaram essa feira em frente ao mercado, o mercado se acabou!”
“Quer dizer que aqui não tem movimento?”
“Ter tem, mas é pouco...”
Continuei a fotografar. Apesar da ferrugem e do cheiro bastante incômodo, a luz que às duas horas da tarde entrava pelas frestas de ferro importado da Europa dava toda a graça para conseguir captar alguma imagem interessante.
“Quantas pessoas ainda têm aqui trabalhando?”
“Só umas seis! Aqui tá tudo acabado por causa da feira aí em frente. No mercado do Zé Walter foi assim!”
“Mas não há nenhuma iniciativa da prefeitura em reformar esse mercado?”
“Têm cinco firma trabalhando, mais só uma vai ficar, né?” perguntou dona Nice procurando uma resposta minha.
Continuei a fotografar enquanto dona Nice permanecia quieta na sua cadeira com assento de couro de bode, apoiada na parede, e com o velho vestido azul, com algumas rendas à altura do peito.
Um pouco perto, dona Mariana, senhora de uns quarenta anos, falava ao telefone público. Curiosa, enquanto eu ainda conversava com a mais velha locatária, ela despretensiosamente olhava, como quem querendo participar da conversa.
O clima era calmo, o local era ventilado. O que ainda rompia o som do vento era uma dúzia de homens, reunidos em duas mesas, em um trailer nas proximidades do Mercado, e um grupo de jovens, com as portas de um Gol abertas, tocando um forró de alguma banda, daqueles que costumeiramente se escuta em qualquer lugar.
Na frente do mercado, alguns pombos, todos brancos, catando sobras de alimento da feira de frutas e verduras que houve na quinta-feira passada, e um velho senhor, acredito que morador do viaduto da Base Aérea, a remecher os contêiners da Ecofor atrás de sei lá o quê!
A ligação logo terminou! Dono Mariana trocou alguns gestos com dona Nice, e logo se dirigiu para seu Box. Em frente a ele, uma precária mesa de plástico já um pouco escura, dois cadeiras de ferro típica de bar, um jornal velho por sobre a mesa e a sua dona apoiada sobre a bacanda como que esperando o próximo cliente.
“Boa tarde!”
“Boa!”
“O movimento aqui tá fraco...”, perguntei esperando uma confirmação.
“É, mas eu tenho minha clientela.”
“A senhora serve almoço?”
“Faço minhas quentinhas, sirvo as marmitas.”
“A senhora está aqui há quando tempo?”
“Desde mil novecentos e noventa oito!”
“E qual é o dia de maior movimento?”
“Nenhum!”
sábado, 25 de agosto de 2007
Água de coco gelada na beira da praia.
Ninno Amorim [foto Witon Matos]
“Balance o corpo nesse coco sem sufoco,
não tenha medo não corra
que a festa vai começar...”.
Ao som de “Rosa Cirandeira” uma roda se abriu nos jardins. Com direito a desafio de coco na ponta do pé e marcação na palma da mão. Nesta noite Marta Aurélia também subiu ao palco e deu o seu som, sua luz e seu talento.
“Responda esse coco com palma de mão
Isso é coco do norte, nunca foi baião”
Ao descer do palco, Cocos do Norte se apronta para seguir à Juazeiro do Norte. Participa da III Mostra de Música Cearense do SESC com a canção "Brasileiro" de Ninno Amorin e Alan Mendonça. Nas sextas-feiras do mês de setembro a roda de coco será na Casa das Marias. Um show com convidados especiais a cada dia. Entre os convidados Wilton Matos, Marta Aurélia, Renegados...
:::Escute as músicas
http://palcomp3.com.br/cocosdonorte/
::: Comunidade no orkut
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31183681
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Terra Carne
Minha terra é minha carne
meu chão, um céu qualquer
mas o meu lugar
é onde minha mãe previu minhas dores
me cuspiu pro mundo
me limpou de beijo
e alumiou minha vista
antes da poeira da vida inteira.
Alan Mendonça
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
PF de Esquina faz a "diferensa"
Outras vezes, os pratos podem vir... expostos de maneiras diferentes.
Na Barraca do Betinho (Barra do Cauipe-CE), o cardápio já deixa qualquer um interessado na cozinha!
Na primeira página, as iguarias de se encher a boca d'água!

O CaranguEjo é uma delícia; servido à beira da água doce, acumulada numa espécie de barragem, de frente para o mar.

A MacaXeira também é uma especialidade da casa! Vem quentinha, a gosto! Não me perguntem como é preparada!

Claro, para não engolir a seco, o cliente pode pedir uma CERVERJA ("cerverja como ela virá gerlarda!") geladinha... ou, algo mais sofisticado... um CAPARI ("capari" uma bebida com a outra!).

Agora, qualquer dúvida sobre preço, preparo e serviço da Barraca... CONSUTA o GARÇON, patrão!!!


quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Receita do Dia? Decepar a cana...
Contrariada, Ypióca tenta intimidar para calar movimentos sociais. Em repúdio a agroindústria é realizado ato na Praça do Ferreira pela defesa do meio ambiente, dos povos indígenas e da liberdade de expressão.
Com apresentações culturais, músicas e discursos dos movimentos sociais do Ceará. Pessoas de bem manifestaram seu apoio ao professor Jeovah Meireles e ao jornalista Daniel Fonseca neste dia
Em janeiro de
A reportagem denuncia os abusos ambientais cometidos pela empresa comprometendo a Lagoa da Encantada e seu entorno. O jornalista escreveu após assistir palestra do professor Jeovah Meireles, em Fortaleza, durante seminário sobre racismo ambiental.
A notícia apenas revelou o que já era de conhecimento do IBAMA, FUNAI e até do Ministério Público Federal que, inclusive, já havia acusado a empresa de provocar danos ambientais como a eutrofização (processo desencadeado por poluição e responsável pela proliferação de algas e mortandade de peixes) e a poluição bioquímica na Lagoa.
O jornalista cearense Daniel Fonseca publicou informações relativas aos danos ambientais e ao desrespeito com que a empresa tratava o povo indígena Jenipapo-Kanindé, que vive no entorno da Encantada. Em matéria, denunciou a movimentação repressiva da Ypióca que ameaçava processar na Justiça Alemã a publicação digital feita por Nobert Suchanek. Era desejo da indústria que a matéria jornalística fosse censurada e o jornalista, punido.
A partir daí a Ypióca decidiu interpelar judicialmente o jornalista Daniel Fonseca e o professor Jeovah Meireles. Além de cometer um atentado à liberdade de expressão a empresa ainda cometeu o absurdo de negar a presença de indígenas na zona costeira cearense. Em documentos do processo judicial contra Fonseca afirma não existir a presença de indígenas no litoral cearense.
O documento emitido pela empresa contraria a posição do Ministério Público Federal, responsável, juntamente com a Funai e o Iphan, pela publicação, em 2004, do livro “Ceará, Terra da Luz, Terra dos Índios”. Publicação lançada em seminário com a presença das etnias reconhecidas (Tapeba, Tremembé, Pitaguary e Jenipapo-Kanindé) e das que estão em processo de reconhecimento (Calabaça, Potiguaras).
Os movimentos sociais escreveram uma nota de apoio às pessoas intimidadas por compreender que as atitudes da agroindústria cerceiam o direito de liberdade de imprensa e expressão. Sem esquecer o dano causado ao povo Jenipapo-Kanindé e sua Lagoa da Encantada.
Leia a nota de apoio e assine também. Basta enviar um e-mail para baima.aline@gmail.com
O clique aqui e visualize a nota:
http://www.terramar.org.br/oktiva.net/1320/nota/55053
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Em protesto esta jornalista, que já não bebe refrigerante, não beberá mais nenhum produto da Ypióca. Tomara que não patenteiem frutas e bebidas naturais...
Para saber mais:
http://www.portaldomar.org.br/
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Prato Sujo - precisamos lavar a roupa suja da cidade
Bom, quesito beleza é que não falta a beria-mar, inclusive nossas barraquinhas de praia são das mais bem estruturadas do litoral brasileiro, porém, são construções que burlam leis e consciência ambientais. Há agora, numa tentativa de reversão desse quadro de desleixo do poder público e da apropriação privada, através de inciativa do Ministério do Meio Ambiente o Projeto de Gestão Integrada da Orla Marítima, que será coordenado pela Prefeitura e apoiado pela SEMAM*, com o intuito de intergrar sociedade civil e órgãos governamentais num planejamento de uso e ocupação da orla de Fortaleza de forma sustentável e participativa.
Resta esperar a agenda de reuniões entre poder público e população. Fora o Plano Diretor Participativo de Fortaleza, que conta com diversas instâncias do governo municipal que deveriam estar atuando na Regulação do Uso e Ocupação do Solo; Uso e Conservação da Biodiversidade; Controle da Qualidade Ambiental; Áreas Verdes; Gestão dos Recursos Hídricos; Educação Ambiental e do Sistema Municipal de Meio Ambiente. Objetivos que fortaleceriam a administração e organização das estruturas naturais e infra-estruturas da cidade, se saísses dos incansáveis debates políticos.
Enquanto isso a especulação imobiliária assola o território praiano com pomposos, altos e luxuosos edifícios das av. Beira Mar, Abolição e adjacências, que passam por cima da legislação urbanística e ambiental, escapam da fiscalização municipal e ainda são causa e prova concretas da segregação social. A intensificação da violência nesses bairros tem sido acompanhada pela

Favelas em áreas de risco e misturadas a nobres ruas da cidade, nobres edifícios tomando a ventilação e harmonia da capital, alto acúmulo de capital que comprou importantes espaços verdes, como o "Cocó do Iguatemi" que ganhará uma sede com as mais ricas empresas e representantes comerciais, Cocó que mesmo sendo motivo de passeatas ambientalistas; vista privilegiada para apartamentos que se acumulam ao seu redor; e assunto de suposto referendo está sumindo enquanto competições capitalistas, crescimento urbano desordenado e fracas manifestações são travadas em torno de si.
Haja roupa suja, haja motivação e mãos pra lavá-las... como vamos digerir esse prato?
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*Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano
Fontes: Relatórios de debates > http://www.fortaleza.ce.gov.br/emfoco/EM_FOCO_402.htm
Sítio da Semam > http://www.semam.fortaleza.ce.gov.br/p_orla.htm
Jornal O POVO
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
83 vezes Ouro
Peço as devidas desculpas, mas venho aqui pedir a vossa atenção para uma indignação própria desse cheff: Por que o PARAPAN RIO 2007 passou desapercebido pela mídia brasileira?
Só para nos localizar, tal evento ocorrido no Rio de Janeiro teve seu encerramento nesse domingo (20/08), e o Brasil, dignamente, faturou 228 medalhas, dentre essas 83 ouros.
Como todos sabem, ou pelos menos deveriam saber, os “deficientes” que carregaram nossa bandeira surpreenderam a todos mostrando um show de EFICIÊNCIA e profissionalismo esportivo nas competições do PARAPAN RIO 2007.

E daí vem a minha dúvida, se o Brasil teve mais sucesso, por que a TV aberta, ou à cabo, jornais, rádios não deram mais espaços a essas notícias? A lógica não seria essa: mais medalhas igual a mais audiência...?
Infelizmente não vimos isso?
Isso se chama descriminação? Bem...tire as suas conclusões estimado cliente!
É imprescindível colocarmos que enquanto o PAN RIO 2007 (dos supostos atletas eficientes) contava com mais de meia dúzia de fortes patrocinadores, o PARAPAN RIO 2007 contava apenas com um patrocinador, que apesar de ser exclusivo, não tinha a capacidade de responder pelos milhões distribuídos mídia afora por essa “mais de meia dúzia” de empresas, em especial para a TV da tia Xuxa que era a proprietária das marcas referentes ao PAN Rio 2007, veicular as competições Ao Vivo, e reduzir as participações daqueles com necessidades especiais à meras matérias de dois minutos ou algumas notas cobertas no final de telejornais.
Aqui no nosso estado, no suposto jornal de “maior circulação”, não se sabe sequer o que é o PARAPAN. Nenhuma notícia foi ofertada aos leitores em seu caderno Jogada sobre esse assunto.
Isso sem fazer referência a omissão do Estado e de outros órgãos públicos que deveriam estar pensando em formas de promover políticas públicas voltadas para os portadores de necessidades especiais (desculpe-me, caso isso parece um jargão).
Retorno a minha indignação: Por que o PARAPAN RIO 2007 passou desapercebido pela mídia brasileira?
Sugestão do dia: deixe também a sua indignação no espaço para comentários!
Infância
Indo pra escola na periferia
Na alvorada os três irmãos
Indo pra escola na periferia
Era só o que se ouvia
São procurados na fotografia
Não vá pra perto da cidade
Aquela voz falava assim
Ser prisioneiro feito Passarim
Passarim perto da cidade
E antes das cinco dessa mesma tarde
Assassinados no chão de capim
O irmão mais velho lá no campo ouviu
No rádio e no telejornal
O irmão mais velho lá de longe ouviu
No seu corcel ele pegou a estrada
Bradando aos céus dizendo assim
Bradou aos céus dizendo assim
Ô injustiça ô injustiça
Por que mataram meus irmãos
Por que mataram meus três irmãos
Fizeste um falso julgamento
Por que fizeste falso julgamento
Eu vou fazer um monumento
E dentro dele o céu azul
Eu vou fazer um grande mausoléu
E dentro dele todo o céu azul
Vou acender uma fogueira
Onde os malvados queimarão
Pra iluminar meus três irmãos
Só três meninos três irmãos
Indo pra escola na periferia
O tempo já levou a estrada
A madrugada e a casa vazia"
sábado, 18 de agosto de 2007
Leite com Nescau - fortalezanalata
Foto Wilton Matos
O bar do Seu Assis, que é de bem, e fica no Benfica na cidade de Fortaleza, teve sua função reformulada e adaptada para receber a exposição de fotografia "fortalezanalata com a lata cheia... no bemfica". As fotos atravessam a barreira do tempo passando pelo dia internacional da fotografia, 19 de agosto, com imagens que nos remetem ao anteontem mesmo sendo feitas no amanhã.
fortalezanalata é um grupo que usa a lata como mecanismo fotográfico. Através de um pequeno orifício a luz invade a lata e registra uma fatia do tempo que pode durar até 60 segundos. E esse tempo fica representado em um papel fotográfico que será revelado através de químicos.
Estácio Jr., um dos organizadores, explica que a exposição se mesclou ao bar de forma a se adaptar ao movimentos dos garços e clientes. Interagindo com o meio até caixas de cerveja foram usadas para a montagem que durou um dia e meio. Um dos divertimento do grupo é passear para fotografar na rua e perceber a reação das pessoas ao ver as latas, lembrou Ângela.
A exposição que começou no dia 15 e vai até o dia 30 de agosto. Confiram!
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Alfenim
um jardim
com pedrinhas formando
caminhos pra mim
uma preta bordando
noites carmim
e eu gostando
de ser curumim
desenhando casas
com fitas cetim
e o mundo ficando
bem pequeninim
pois quando se está procurando
o mundo é sem fim
e isso, no entanto
não é bom nem ruim
é só a vida se mergulhando
depois do trampolim
é a vida tocando
seu tamborim
e se fantasiando
arlequim
e, de tão leve, rodopiando
alfenim.
Alan Mendonça
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Receita do Dia? Sal do mar e rosas...

A receita de hoje tem sabor de miscigenação!
Com cheiro de rosas e gosto mar, me apropriei da salada sincrética que é a fé do brasileiro, e fui saudar a linda mãe Iemanjá!
Todo dia 15 de agosto, em Fortaleza, é celebrado o dia de Janaína. Terreiros de todo Ceará vão para a Praia do Futuro fazer oferendas à Rainha do Mar. Eles a presenteiam com flores, perfumes, velas e mimos de todos os tipos, tanto na areia da praia, quanto nas ondas do mar.
Cultuada no Brasil por diferentes religiões Afro-descendentes, também é celebrada no dia de Nossa Senhora dos navegantes, 2 de fevereiro, e no dia de nossa senhora da Conceição, dia 8 de dezembro.
“Iemanjá, rainha do mar, é conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta,” Jorge Amado.
A Praia do Futuro, hoje, amanheceu azul, branca, vermelha, lilás, dourada e prateada. Além do barulho das ondas tinha sons de tambores e chocalhos, cheiro de rosas, incensos e cigarros. Toda preparada para um ritual que acontece a 39 anos na cidade.
A Umbanda é vista pela sociedade, sempre tão desinformada, de forma preconceituosa, como se maldição ou culto a forças do mal. Mas na Praia o que se via era famílias festejando e tentando preservar suas tradições. São mães, pais, filhos, noras e netos que pediam saúde e paz a um mundo perdido nas verdades e vaidades construídas pelo homem pós-moderno.
De Juazeiro do Norte, no sul do Ceará, vieram 50 pessoas do Terreiro de Santa Bárbara. Comandados pelo casal Arlindo Silva e Cícera Fernanda, filhos de Iansã, montaram seu terreiro na praia com cores e alusões aos santos católicos Cosme e Damião, a Santa Bárbara (Iansã), e, claro, a Janaína. Há sete anos o grupo vem saudar a mãe das águas salgadas. “ Todo ano a gente vem. Aquela bandeira azul ali, representa o fim de uma obrigação de sete anos que estamos cumprindo hoje. É o desenvolvimento de nossos principais irmãos que podem receber os Caboclos com suas doutrinas”, disse Arlindo Silva.
fotos de Iara Isidio, especial para o PratodoDia.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Feira da Música 2007
Depois de uma refeição, segue a programação da Feira da Música 2007.
Bom apetite!
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Endereços:
Palco Poço Musical (I e II) - Poço da Draga - Rua Pessoa Anta S/N - Praia de Iracema
Palco Passarela - Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura - Rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema
Palco Caixa Musical - Centro de Negócios do Sebrae - Rua Monsenhor Tabosa, 777 - Praia de Iracema
Centro Cultural do Bom Jardim - Rua três corações, 400, proximo ao ABC- Bom Jardim
Palco Bom Mix - Shopping Solidário Bom Mix - Av. Osório de Paiva, 5623 - Bom Jardim
Para melhor visualização clique aqui
Mais informações: http://www.feiradamúsica.com.br/
(A programação da Feira da Música 2007 é de única responsabilidade da organização do evento, o PratodoDia não se responsabiliza por qualquer alteração ou atraso se artistas))
Estive a procurar algumas receitas para utilizá-las na nossa cozinha. Pensei, logo no início, em procurar nos velhos livros de receita, aqueles que fazem o "tipo": 200 receitas rápidas de algum mestre cuca que ninguém conhece.
Pois é, procurei e logo me veio a vontade de servir como sugestão um baião-de-dois, bem temperando, mas sem frescuras. Um baião-de-dois típico de interior.
Infelizmente, os livros não foram com minha cara e tive que recorrer a Internet para poder vos servir hoje.
No entanto me deparei com uma receita de baião-de-dois que mais parece árvore de natal (isso mesmo, cheinho de enfeite). Seguindo sugestão de alguns clientes, disponho a receita logo abaixo, como também vos digo que essa é a apenas uma sugestão, pois o meu baião de dois, é feito com o feijão na panela de ferro, com fogo de um fogão a lenha. Quando o feijão tiver coradinho, coloca o arroz e, uns quinze minutos depois, alguns pedacinhos de queijo. Ah, não esquece o piqui!
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Ingredientes e quantidades:
•200 g de feijão de corda novo (até porque velho, o gugui comeu)
•200 g de arroz branco cozido
•100 g de carne seca (chama-se, carne de sol)
•100 g de queijo de coalho picadinho
•150 g de queijo coalho (duas barrinhas)
•3 costelinhas de porco
•1 pedaço de pernil assado
•3 torresmos (se quiser aproveitar a gordura, pode multiplicar esse número) •manteiga de garrafa (tem lá no São Sebatião)
•azeite (isso é coisa do estrangeiro, o Brasil não fabrica, esqueça-o!)
•2 colheres de pimentão verde e vermelho picadinhos
•½ cebola picada
•salsinha
•cebolinha
•coentro
•louro
•alho
Forma de preparo:
•Deixe o feijão de molho por 3 horas, cozinhe junto com a carne seca, 2 folhas de louro, 2 dentes de alho amassados.
•Quando macio, coe, separe a carne seca e desfie.
•Refogue o feijão em manteiga de garrafa, junte a cebola, o pimentão, o tomate, a carne seca desfiada e o queijo coalho picadinho.
•Acrescente a gosto, salsinha, coentro e cebolinha.
•Acerte o sal.
•Frite as costelinhas de porco em óleo quente.
•Doure em frigideira anti-aderente, por todos os lados as barrinhas de queijo coalho.
•Ponha o baião na travessa e por cima arrume as costelinhas de porco, o pedaço de pernil assado, os torresmos e as barrinhas de queijo coalho.
•Enfeite com salsinha crespa.
Nota do cheff: Fique à vontade para combinar temperos tipicamente nordestinos, esse papo de tempero do sul não dá!
Receita do sítio: http://www.revistabareserestaurantes.com.br/receitas4.asp
domingo, 12 de agosto de 2007
"Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz"
-- Em meio a tantas discussões sobre violência, insegurança na cidade de Fortaleza, sobre a redução da maioridade penal, o que se vê é uma negligência criminosa por parte do poder público que nada faz.
-- Recebi ontem um convite para o 1º Fórum Estadual da Segurança Pública, realizado pelo Governo do Estado, que tem o intuito de discutir com a comunidade essa temática. Muito irônico o convite: na capa uma grande bandeira carregada por muitos. Que política de segurança publica é essa que hipocritamente prega uma paz que não convence?
-- Numa ação inédita, o Governo do Estado do Ceará e o Conselho Estadual de Segurança Pública (Consesp) promovem, no período de 13 a 16 de agosto, o I Fórum Estadual da Segurança Pública. O encontro acontecerá no Centro de Convenções, com palestras e grupos de trabalho abordando, de forma abrangente, temas ligados ao setor. Na manhã desta quinta-feira (09/08), o secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Roberto Monteiro e a presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública (Consesp), Sandra Dond, participaram de entrevista coletiva realizada no Palácio Iracema para apresentar o Fórum à sociedade.
A palestra inicial será proferida pelo Secretário Nacional da Segurança Pública, Luiz Fernando Correa, com o enfoque: Plano Nacional de Segurança Pública, durante a solenidade de instalação, marcada para as 19 horas da segunda-feira (13/8). O ato contará também com a presença do governador Cid Gomes e do titular da Secretaria de Justiça e Cidadania, Marcos Cals.
Com um total de 20 painéis o encontro será dividido em 10 debates por dia. Em um dos painéis, o titular da Secretária da Segurança Pública, Roberto Monteiro, participará da mesa sobre “Corrupção Policial”. No painel sobre “Investimentos em Segurança Pública”, cujo palestrante será Sidnei Borges Fidalgo, do Departamento de Execução e Avaliação do Plano Nacional de Segurança Pública, atuará como debatedor o Chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Arialdo Pinho. A senadora Patrícia Sabóia abordará o tema “A criança e o adolescente na perspectiva da Segurança Pública”. Desse painel, participarão como debatedores a promotora de Justiça Vanja Fontenele e Luís Narciso Oliveira, da Vara de Execuções de Penas Alternativas e do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente, respectivamente. Temas relacionados aos Direitos Humanos, Prevenção e Repressão à Criminalidade, Segurança Global, Polícia Comunitária, Segurança Penitenciária, Crime Organizado, Polícia Científica e Mapeamento Criminal para Redução da Criminalidade também fazem parte da programação do Fórum. Nomes nacionalmente conhecidos integram a grade de debatedores. Cláudio Beato, Ricardo Balesteri, Maurício Kuehne, entre outros, estarão presentes contribuindo para a discussão em torno da Segurança Pública
A professora Adísia Sá falará sobre “Mídia e Violência”, com participação das jornalistas Déborah Lima e Angélica Martins.
-- Fonte: Governo do estado do Ceará - Assessoria de Comunicação.
Mais Informações:(imprensa@gabgov.ce.gov.br / 3101.6247)
-- Faço o convite à todos e todas!!
-- Será um bom momento para discutirmos sobre as politicas publicas do estado e entedermos melhor que paz queremos seguir?
-- Abraços
sábado, 11 de agosto de 2007
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Jambo e Canela
Somos lindos negros.
Somos mamelucos...
...confusos cafuzos.
Somos loucos lusitanos.
Somos um tanto quanto brancos.
Gosto do verbo ser.
Mas o que eu ia dizer...
Gosto do gosto dela.
Gosto do gosto dela.
Negra branca amarela.
linda morena aquarela...
...morena da cor de jambo.
morena da cor de canela...
Gosto do gosto dela.
Somos lindos caboclos
e o meu coração é mulato
quando ela esquece o seu corpo
em um samba passado
e o dia passa apressado
enquanto a fico chamando
no meu violão acanhado...
...morena da cor de jambo
morena da cor de canela.
Gosto do gosto dela.
Gosto do gosto dela.
Alan Mendonça
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Torre de Descontrole
Depuseram hoje [Na CPI que investiga a tragédia com vôo da TAM] os controladores de vôo que estavam na torre de Congonhas-SP, no instante do acidente. Um deles disse que estava à espera de uma manobra do piloto, uma atitude tomada para destinar a aeronave. A outra caracterizou seu trabalho com "estressante"... De toda maneira, a conclusão mais óbvia é que não se chegou a conclusão nenhuma.
Estão fazendo com o caso o descaso que se faz como restante das tragédias do País. Dúvidas de todos os lados, na Iminência de uma rasteira completa do sistema administrativo, vêm abalar as estruturas do poderio brasileiro. Assim comportam-se diante da questão corroída e latente da Educação, numa nação de Terceiro Mundo.
Um amigo, hoje, me deu uma chave de indignação social de matar! Seu descontentamento se dava pela falta de assistência às crianças pobres do Brasil. Vejam só como ele se manifestou bem: Insistiu, forte e claramente, que as crianças mais pobres não são inseridas na "sociedade", por conta da pobreza, do preconceito, da falta de estrutura governamental. Daí, a criatura se torna um adolescente ocioso, que passa seu tempo nas ruas, sem motivo de criatividade. Então, vem um terceiro e oferece-lhe uma grana para entregar "x" quantidade de maconha a um usuário. Depois, o dinheiro vai se tornando mais fácil; a idéia do crime se desenvolve... Quando o sujeito já está PhD no Crime, o Governo o coloca num calabouço desumano e, até certo ponto, afirma que irá reintroduzi-lo na "Sociedade". Mas que introdução é essa que nunca houve?
Sem demora, reflito a palavra a esta briga diária pela investigação do acidente. Mas, que culpa superficial é esta que apaga do foco a problemática inicial, que é a falta de comprometimento da minoria em relação à segurança da maioria?
Muitas vezes parece ser assim que trabalham os controladores de vôo...

Nota: Faz-se aqui crítica às condições de trabalho impostas aos C.de Vôo, não aos profissionais em si.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Receita do Dia? Outro nordeste é necessário!

Na semana passada, de
As atividades as atividades auto-gestionadas, oficinas, seminários, fóruns de lutas e assembléias, assim como, os empreendimentos de economia solidária e os grupos artísticos e culturais do II FSNE se organizaram em torno de 6 (seis) eixos estruturadores.
1 - Pelo acesso universal e sustentável aos bens comuns da natureza e da humanidade;
2 - Pelo acesso universal e garantia de bens e serviços públicos de qualidade que efetivem os direitos sociais, econômicos, culturais e ambientais;
3 - Por outra economia e desenvolvimento: democrático, solidário, socialmente justo e ambientalmente sustentável;
4 - Pela construção de estruturas políticas democráticas com participação da população nas decisões, controle social sobre os governos e democratização da comunicação;
5 - Contra a violência, por uma cultura de Paz e Solidariedade, em defesa da Auto-determinação e Soberania dos Povos;
6 - Pela Igualdade, Respeito à Diversidade, Eliminação de Todas as Formas de Discriminação e pela Garantia dos Direitos Humanos.
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Dentro do eixo 3 podemos avaliar que o nordeste brasileiro tem sido alvo de grandes investimentos e políticas públicas voltadas para o desenvolvimento da atividade turística. O PRODETUR, em sua primeira etapa, investiu 670 milhões de reais em infra-estrutura para criar condições de desenvolvimento do turismo. Na próxima fase, serão mais 400 milhões.
O modelo de turismo convencional tem gerado sérios impactos negativos para as populações tradicionais, refletindo-se na segregação espacial, na degradação ambiental, nos conflitos fundiários, na concentração de renda e na descaracterização cultural.
O Ceará esteve presente no II FSN nas mais diversas discussões. Propondo e debatendo. Uma delas puxada de Instituto Terramar e o Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará (FDZCC) sobre os impactos da atividade Turística no Nordeste.
O Seminário – “Desenvolvimento do Turismo do Nordeste: Para quê? Para quem?" – levou um esclarecimento sobre as políticas públicas de turismo e os incentivos para que grandes grupos estrangeiros se instalem no nordeste e provoquem inúmeros problemas sociais para as comunidades tradicionais.
Outra atividade desenvolvida foi a Oficina de Turismo Comunitário, facilitada por Rosinha Martins, Camila Garcia, representantes do Instituto Terramar. Nela houve a apresentação do modelo de gestão do turismo comunitário defendido pelo Terramar, FDZCC e comunidades cearenses, e a apresentação da Rede de Turismo Comunitário do Ceará. Uma proposta concreta de resistência e valorização da cultura das populações tradicionais.
www.forumsocialnordestino.org.br
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Árvore pra que te queremos..

Escrever um livro nem todo mundo consegue, mas a literatura tem de ser perpetuada e sempre consagrada mesmo com a desconsertante oferta de "auto-ajudas" e na era digital em que vivemos e morreremos - e outras tantas gerações também. Fazer filhos, melhor, ter filhos e vê-los crescer no mundo como está hoje, dá mais medo que mandar o rebento para uma guerra declarada entre países. Existem muitos outras guerras, deflagradas e não, entre países ou bairros, entre classes ou vizinhos, entre o homem e a natureza. Um certo conforto a isso seria alimentar nossa esperança, vindo em forma de uma nova vida, que cultivaríamos com educação, amor, bons valores e muita dedicação, muita mesmo!
Filho feito, nascido, agora planta uma árvore !! Isso mesmo,

cada bebê, uma mudinha de árvore, melhor ainda se for frutífera, seu filho colherá os frutos.
Esse é o encargo de uma nova lei da cidade de Martinópolis, interior de São Paulo. Quando um pequeno cidadão nasce, o pai semeia uma árvore no município. De acordo com o mentor da lei, o vereador André Luiz Crepaldi, não haverá punição pra quem descumpri-la, ainda!! É, por que não?! A pena deveria ser plantar mais uma meia dúzia de árvores.
O que deveria ser um serviço voluntário de qualquer cidadão do mundo! Afinal, temos essa responsabilidade nas mãos, uma vez que muitos quiseram por a Terra nas mãos, mas a natureza fugiu-lhes pelos dedos, revoltando-se. Infeliz ou felizmente mesmo, essa tarefa está a cargo de algumas empresas que se "dão ao trabalho de plantar árvores e fazer um mundo melhor pra você" como veicula uma propaganda da indústria de produtos de limpeza Ypê. Ora, fabricante de produtos biodegradáveis!! Era só o que faltava, algumas lições de ambientalismo sem noção de diversos empresários megalomanícos. Sem generalizar, porque há algumas empresas, na crista da educação pelo meio ambiente, que realmente fazem algo de concreto sem serem contraditórias nem dissonantes - na questão ambiental - , como patrocinadores de peso que financiam Ongs e outros meios de realização da preservação da natureza. Um expemplo disso é o site ClickÁrvore, em que com o cadastro e um clique, o Bradesco cobre a "despesa" do plantio de uma árvore na Mata Atlântica. Já é alguma coisa!!

Quando eu achar um canto que venda muda de árvore, já sei um local para plantar, além de seguir o exemplo dos martinopolenses, mas planterei duas pra cada esperança que nascer! Quanto ao livro, isso é consequência da vida, só o tempo inspirará.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Um pouquinho de SAZÓN® no feijão, por favor!
Estive a folhear, durante as minhas horas de inspiração, algumas páginas de jornais. Como nada me agradava, resolvi apelar para os classificados. Isso mesmo, pros classificados!
Eu não tinha a intenção de comprar nada, nem tão pouco vender, mas entre um anúncio e outro encontrei algo raro (aliás, um pouco difícil de ver), uma espécie de "anuncia no jornal que dá certo".
É, eu sei que ultimamente os jornais têm utilidade para tudo: mentiras, escândalos, denúncia, compra, venda, reciclagem, limpar vidraça....entretanto, nesse caso específico, as tristes páginas p&b-manchativas dos classificados do Diário do Nordeste serviram para algo sui generis, como já dizia certo professor de história. Eu diria que seria uma espécie de cartão romântico a 9 reais com direito a três linhas, um título e publicação em três edições. Quase uma promoção, não?!
Mas, tudo bem, você ganhou! Sem mais lamentos, o "algo raro" que encontrei se trata de um anúncio de classificados aonde uma vitalina, no mínimo, está atrás de um parceiro, pra não dizer, um quarentão, bem de vida, que supra qualquer carência que um homem pode vir a fazer na séria vida de uma Maria.
Desde já, visto querer colaborar com alguma Maria, disponibilizo esse recorte no mural do PratodoDia, a fim de que ela possa atender seus anseios.
Sugestão do Dia: cara Maria, já criaram algo chamado internet, mais especificamente, site de relacionamentos, coisa do tipo. Se você for envangélica, por favor, não se sinta excluída, há vários pastores esperando por você! Porque, além de você e este humilde Cheff, quem irá reparar nesse anúncio?!
Enquanto isso, um pouquinho de SAZÓN® no feijão, por favor!

Pra comer com os olhos!!
-- Um convite para todos que dão maior valor à coisas inusitadas.
-- Essa é muito boa: nosso GRANDE amigo Wilton Matos, em parceria com Gina Emanuela, aprontou mais uma das suas.
Aos Extremos
domingo, 5 de agosto de 2007
Domingo Musical com Alex Costa
Rádio-Ativo
Dia 05/08
18h
No Auditório do Dragão do Mar
:::Ingresso
R$ 2,00 (inteira) / R$ 1,00 (meia)
sábado, 4 de agosto de 2007
Cachaça do Vigário
Em maio deste ano, diminui a minha vergonha, conheci a Festa do Pau-da-bandeira em Barbalha na região do Cariri. Em homenagem a Santo Antonio, o santo casamenteiro, a cidade se enfeita e se enche de reza e cultura. Nas ruas cortejo de Mateus, Caretas, Pau-de-fitas e Reisados. Na igreja, orações para o santo, ladainhas e benditos.
O colorido enche os olhos e todos parecem crianças brincantes no meio da rua. A população da cidade se multiplica com a chegada dos filhos distantes e das pessoas de cidades vizinhas.
O ponto alto da festa é quando dezenas de homens, movidos pela cachaça do vigário, carregam um tronco com cerca de duas toneladas. Um tronco encantando cercado de crenças e promessas casamenteiras. As mulheres acreditam e atestam: quem pega no pau se casa.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
café com pão
num canto triste?
no silêncio da casa morena
o amor acena
e esconde a mão
outra vez, então
o amor me canta à capela
e a noite é tão bela
que acalma o coração
e tudo é mistura de silêncio e canção
os olhos de mar nos olhos da noite
é corte de foice na plantação
é o arrastado da tarde
é naufrágio e arrebentação
é um adeus sem alarde
um encontro sem sim nem não
e o beijo calado
amanhece guardado
molhado
café com pão
Alan Mendonça
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
E daí? E daí?

